Um trabalho fora dos muros
O AT ocupa os lugares onde os sintomas aparecem e a vida acontece. Isso permite acessar o que não se mostra dentro do consultório: relações, rotinas, medos concretos e potências que só se revelam em ato.
Dispositivo clínico
Uma prática clínica que se desdobra na vida do paciente — em casa, na escola, no hospital, na rua, no trabalho — para sustentar caminhos possíveis quando o sofrimento interrompe o cotidiano.
O AT ocupa os lugares onde os sintomas aparecem e a vida acontece. Isso permite acessar o que não se mostra dentro do consultório: relações, rotinas, medos concretos e potências que só se revelam em ato.
Em algumas situações, o AT evita hospitalizações e, quando estas ocorrem, sustenta a continuidade do cuidado — antes, durante e depois da internação, favorecendo o retorno ao mundo compartilhado.
Todo acompanhante da equipe está em formação continuada, supervisão clínica e análise pessoal. Sem essa retaguarda, a prática se torna frágil e o sujeito acompanhado, exposto.
Não se trata de vigilância nem de companhia. É um dispositivo clínico com direção de tratamento, que trabalha em rede com médicos, terapeutas, educadores e família em torno do projeto de cada pessoa.
"O AT visa construir a possibilidade do acompanhado se incluir nos diferentes discursos da cidade — tecendo nós entre o sujeito e os outros que compõem seu entorno."