Dispositivo clínico

O que é o Acompanhamento Terapêutico

Uma prática clínica que se desdobra na vida do paciente — em casa, na escola, no hospital, na rua, no trabalho — para sustentar caminhos possíveis quando o sofrimento interrompe o cotidiano.

Um trabalho fora dos muros

O AT ocupa os lugares onde os sintomas aparecem e a vida acontece. Isso permite acessar o que não se mostra dentro do consultório: relações, rotinas, medos concretos e potências que só se revelam em ato.

Alternativa a internações

Em algumas situações, o AT evita hospitalizações e, quando estas ocorrem, sustenta a continuidade do cuidado — antes, durante e depois da internação, favorecendo o retorno ao mundo compartilhado.

Sob supervisão e análise

Todo acompanhante da equipe está em formação continuada, supervisão clínica e análise pessoal. Sem essa retaguarda, a prática se torna frágil e o sujeito acompanhado, exposto.

Uma clínica ampliada

Não se trata de vigilância nem de companhia. É um dispositivo clínico com direção de tratamento, que trabalha em rede com médicos, terapeutas, educadores e família em torno do projeto de cada pessoa.

"O AT visa construir a possibilidade do acompanhado se incluir nos diferentes discursos da cidade — tecendo nós entre o sujeito e os outros que compõem seu entorno."

Quando indicar o AT?

  • Alta hospitalar recente ou risco de reinternação
  • Isolamento social prolongado
  • Dependência química em qualquer fase do tratamento
  • Compulsões e dependências comportamentais
  • Crises agudas de ansiedade, pânico ou humor
  • Adolescência em sofrimento ou fora da escola
  • Adultos em quadros psicóticos ou depressivos graves
  • Idosos com perdas cognitivas ou doenças degenerativas
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